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Tormento da solidão

Por Pedro J. Bondaczuk
“A solidão é e sempre foi a experiência central e inevitável de cada ser humano”. Essa afirmação não é da minha autoria (não costumo ser dogmático), mas do escritor Thomas Wolfe. “Bobagem”, dirão os eternos críticos, que vêem defeitos em tudo e imperfeições em todos. São aqueles indivíduos chatos, que fazem questão de ser “do contra”, desagradáveis e antipáticos, e que emitem juízo a torto e a direito, sobre tudo e sobre todos, sem que seja solicitada a sua dispensável opinião e dos quais buscamos fugir.

Só para contrariar, tais pessoas juram que nunca se sentiram sozinhas. Claro que mentem! E desavergonhadamente! Garantem que contam até com excesso de companhia para o seu gosto. Arrolam, como suposta prova de superpopulação em suas vidas, uma multidão de parentes e amigos, que não os deixariam nunca ficar sós. Grandes tolos, que vêem, mas não enxergam!

A solidão a que Wolfe se refere não é a da ausência dos outros ao nosso redor. É mais profunda, e, portanto, mais trágica, posto que difícil (senão impossível) de suprir ou mesmo de remediar. É a caracterizada pela carência de comunicação. Não aquela superficial, dos gestos ensaiados e das palavras ditadas pelas convenções, mas a real, a verdadeira, a genuína: a dos nossos mais recônditos sentimentos e inconfessáveis inquietações. Para que esta se concretize, faltam palavras e símbolos.

Esses tormentos, os da incomunicabilidade e da incompreensão, temos que suportar sozinhos, sem podermos compartilhar, sequer (e muitas vezes principalmente), com aqueles a quem mais amamos e em quem depositamos irrestrita confiança. O principal motivo é que nossas emoções são tão complexas e individuais, que não conseguimos nem mesmo verbalizar o seu conteúdo. Temos só uma vaga e truncada intuição acerca da sua natureza e extensão. Como queremos que os outros compreendam um sentimento que temos, de fato, mas que não entendemos o que é e nem sabemos definir como se manifesta?

Aliás, a rigor, sequer conhecemos, com razoável aproximação, “o que” sentimos ou “o que ” nos inquieta. É uma sensação vaga, imprecisa, intermitente e por isso irremediável. Nossa busca pela razão está apenas no princípio, embora, de maneira arrogante, achemos que somos sumidades de racionalidade. Nossa distância mental com os animais irracionais, no entanto, é ínfima, é muito reduzida.

A pior das solidões é a que sentimos quando acompanhados, no meio de uma multidão. Não se trata de uma questão quantitativa, mas de compreendermos os outros e nos fazermos compreendidos por eles. Maridos e mulheres, pais e filhos, irmãos, parentes de quaisquer graus ou amigos, por mais íntimos que sejam, por maior afinidade que tenham conosco ou por mais que necessitemos de suas presenças, jamais nos completam. A maioria dos sentimentos, das emoções, dos medos e das inquietações temos que suportar de forma absolutamente solitária.

Quanto mais racionais nos tornamos, mais temos que aprender, e nos acostumar, a conviver com a solidão. Nossa evolução não é acompanhada, necessariamente, pela dos que nos rodeiam. Estes, muitas vezes, até regridem, o que é mais comum do que se pensa. Entregam-se a superstições, escondem-se no álcool, nas drogas, ou em diversões baratas e banais, que não passam de perda de tempo, evitando o incômodo encontro consigo próprias, numa tentativa desesperada (e inútil) de preencher esse vazio na alma que sentem, mas não sabem definir. Não suportam encarar suas fraquezas, patifarias e defeitos.

No silêncio do meu quarto, às voltas com minhas indefiníveis inquietações, pensando nas pessoas que sofrem de males mais palpáveis e concretos do que os da solidão, como fome, frio, dores provocados por doenças incuráveis e pelos maus tratos recebidos da vida, carentes de absolutamente tudo e muitas vezes ansiando, desesperadas, por alguém que somente as ouça, as valorize e as trate uma única vez com dignidade e respeito, faço, ansioso por uma resposta que sei de antemão que não terei, a mesma pergunta que o compositor Paul McCartney fez, na inspirada letra da canção “Eleanor Rigby”, sucesso dos Beatles: “Haverá um lugar especial para os solitários?” Ou, para ser mais preciso em relação aos meus anseios, indago: “Haverá um lugar especial onde possamos estabelecer comunicação total com os semelhantes, sem precisar de palavras?” Fica a pergunta no ar…

Desamparo

Não se sinta desamparado.
Jesus, o cantor das esperanças, disse: observai os lírios do campo e os pássaros do céu, não tecem nem fiam e nem Salomão se veste como um deles.
A Providência Divina provê e prevê a tudo que lhe acontece.
Se lhe está acontecendo algo que julgue ruim, pense no pai que oferece ao filho a oportunidade de beber um remédio amargo, mas, que lhe garantirá a cura da enfermidade.
Será que não é essa a intenção de Deus com o que lhe está sucedendo?

Solidão, nunca mais!

Solidão é um estado de alma. Um vazio interior que nos abriga a uma busca constante na tentativa de preenchê-lo. Fazemos amigos, frequentamos grupos sociais, estabelecemos uma família, mas apesar disso, esse sentimento desagradável continua nos infelicitando, impedindo nossa paz, impulsionando-nos a continuar a busca, aumentando a sensação de fracasso, trazendo ansiedade.

 

As queixas são muitas: “ Sou casada, tenho tudo, marido bom, filhos saudáveis, entretanto não sei por que me sinto infeliz, vivo deprimida, não sinto alegria de viver!”

“Não tenho sorte no amor. Meus relacionamentos não dão certo. Gostaria de me casar e ter filhos.” “Não encontrei ninguém que me amasse, minha família não liga pra mim, Sou triste e só”

 

Você sofre solidão?

Sente-se só mesmo quando esta em uma festa rodeada de amigos ou vive com a família? Quando isso acontece, o que você faz? Chora, se queixa, se revolta. Se julga marginalizado, incapaz e fraco?

Ou você é daquelas que diz: “Eu reajo, não me deixo abater. Vou à luta. Me ocupo, trabalho, não deixo tempo pra pensa. Solidão é falto do que fazer”

 

Entretanto, tanto a revolta, a depressão, como a “fuga” ilusória dando um mergulho na agitação, trabalhando ou se aturdindo com festas e reuniões em demasia, só pioram a situação. Em ambas as situações, a solução não foi encontrada e o vazio interior continuará mais forte do que nunca.

 

Aquela desculpa de pensar que “eu serei feliz quando tiver ou fizer aquilo” deixa de funcionar para quem já criou os filhos, aposentou-se ou não acha mais possível realizar sonhos que alimentou durante toda a vida.

 

Seja qual for a sua idade ou a forma como você enfrenta seus sentimentos de solidão, é preciso perceber que você não tem conseguido libertar-se dele porque acredita que ele seja provocado pelos acontecimentos e pessoas com as quais convive. Isso não é verdade. É seu estado interior de insatisfação que cria o vazio que o infelicita. Por mais que você busque fora, não vai conseguir modificar um sentimento que é uma necessidade de seu espírito.

 

Comece eliminando a queixa e dando um tempo para sentir as energias que passam através de você. Descubra que pensamentos lhe causam bem estar.

 

É gratificante que os outros lhe dêem amor. Mas é o amor que você sente que preenche seu vazio interior. Por isso, aprenda a amar incondicionalmente a tudo e a todos. Abra seu coração para a inspiração divina. Você é um ser espiritual! Nada existe fora de Deus e ele também esta dentro de você. Ligando-se com ele, sua alma estará alimentada, você se sentira sereno e feliz. Suas energias serão tão atraentes que todas as pessoas terão prazer em ficar ao seu lado.

 

Solidão é a distancia que você esta de sua essência interior. Descubra sua verdadeira  natureza e preencha o vazio de seu coração.

 

Zibia Gasparetto em Conversando contigo.

Solidão

Solidão não é a falta de gente para, conversar, passear, namorar ou fazer sexo……isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar……..isto é saudades.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe às vezes para realinhar os pensamentos……isto é equilíbrio.

Tampouco é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida…..isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado …..isto é circunstância.

Solidão é muito mais que isto…

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

Francisco Cândido Xavier


Criado em 19 JUL 08

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