Archive for the 'Perdão' Category

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Quer ser feliz por um instante…?

Libertando-se das ofensas

O homem-ego (ou ser imaginário), quando ofendido, só pode escolher uma de duas alternativas: ou vingar-se, ou perdoar.

Mas nem esta nem aquela ultrapassou o plano do ego. Quem se vinga revela um ego de má vontade. Quem perdoa revela um ego de boa vontade.

Nenhum um dos dois subiu ao plano do Eu da sabedoria (ou do Ser Natural), que não se sente ofendido e, portanto, não se vinga nem perdoa.

Huberto Rohden

Pontes ou Muros?

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas tudo agora havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta:

— Estou procurando trabalho, talvez você tenha algum serviço para mim. – disse o homem.

— Sim, disse o fazendeiro. – Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho, na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta!

— Acho que entendo a situação. – disse o homem. – mostre-me onde estão a pá e os pregos!

O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho.

Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:

— Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.

Mas as surpresas não pararam por ali. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos.

Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão mais novo disse:

— Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.

De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O homem que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas.

— Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.

E o homem respondeu:

— Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir…

Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas de trabalho e principalmente nossos inimigos… o que você está esperando? Que tal começar agora?!

“A única vez que você não pode falhar é na última vez que tentar.”

Desconheço a autoria

Não perdoar…

 Santiago Argüello

O homem aproximou-se do espinheiro.
Ergueu a mão para tocá-lo e um “ai!”
de dor brotou de seus lábios.
Um rubi de sangue brilhou no seu dedo.

O homem limpou o sangue e disse fitando o espinheiro:
– Eu te perdôo!

Admirei e louvei dentro de mim aquele
homem que possuía o doce dom de perdoar.

 
E aconteceu que veio outro homem.
Parou junto ao espinheiro,
ergueu a mão para tocá-lo, e o espinho o picou.
Mas o homem limpou em silêncio a ferida,
contemplou com amor o espinheiro, e não disse:
-Eu te perdôo!

Tive, então, este pensamento:
– O primeiro homem era um santo:
sabia perdoar!
Este outro não sabe!

Mas o meu Senhor,
interrompendo a minha cisma, disse:
– Quem não sabe é você!
– Como, Senhor? Então aquele homem…
– Sim, é um santo, porque
perdoou quando foi preciso!
– E o segundo?
– É mais santo ainda,
porque não tem necessidade de perdoar.

E como eu ficasse perplexo,
com o olhar perdido na incompreensão e na dúvida,
o Senhor me disse:
– O espinheiro fere, porque é espinheiro.
Ainda que ele quisesse jamais poderia perfumar.
 
O primeiro homem sentiu a dor da picada,
e como não sabia nada,
atribuiu a culpa ao espinheiro.
Mas, como era puro de coração, perdoou.
 
O outro homem sentiu a mesma dor,
mas como sabia que todo espinheiro fere,
pois o espinheiro é assim, não se sentiu ofendido.
 E como nada tinha a perdoar, não perdoou.

Desde então sofro menos quando
os espinhos me ferem.
Dói-me na alma a ferida,
mas minha alma sabe que não há ofensa.
E como não há ofensa, não há perdão.
É assim que do meu peito brota um
piedoso amor pelo espinho que
não chegou a ser flor.
Meu sofrimento se transforma
em ternura porque já aprendi a não perdoar!

Fardos Inúteis

Paulo Roberto Gaefke
Conta uma lenda, que dois monges que atravessavam uma área deserta, quando diante de um rio violento,
avistaram uma linda jovem que tentava atravessá-lo sem sucesso.
Um dos monges, não sem dificuldades,
Atravessou o rio e colocando a mulher em suas costas Conseguiu atravessar o rio em segurança.
A jovem abraçou-o agradecida,
Comovida com o seu gesto e seguiu seu caminho…

Retomando a jornada, o outro monge que assistiu a tudo calado, repreendeu o amigo, falando do contato carnal que houve com aquela jovem, da tentação de ter aquele contato mais direto com uma mulher,
O que era proibido pelas suas leis e durante um bom trecho do caminho, esse monge falou sobre a mulher e sobre o pecado cometido até que aquele que ajudou a jovem na travessia falou:

Querido amigo, eu atravessei o rio com a jovem e lá eu a deixei, mas você ainda continua carregando-a em seus pensamentos…

Assim, todos sabem que Deus não nos dá fardos maiores que aqueles que podemos suportar, e muitos dos nossos fardos já poderiam estar abandonados em outras curvas da vida,
mas nós insistimos em carregá-los.

Levamos nossas dores e frustrações ao extremo.
Dramatizamos demais, elevamos ao cubo cada dor, cada ofensa, cada contrariedade e por isso, não conseguimos relaxar, perdoar ou mesmo ser feliz, pois o peso que vamos acumulando em nossas costas são demais para qualquer cristão.

Neste dia especial, eu lhe convido a uma reflexão.
Quais são os fardos que você continua carregando e que já não estão mais com você?
Qual é a dor que você anda revivendo e fazendo com que velhas feridas voltem a sangrar?
Por que você não consegue perdoar quem lhe magoou?
Quantas oportunidades você anda deixando para trás por estar amarrado ao passado?
Desarme-se dos velhos pensamentos;
Do espírito da revolta, da tristeza.
Hoje é dia de desmontar o velho acampamento do comodismo e seguir adiante na longa jornada que a vida apresenta.
Quanto mais leve a sua mochila, mais fácil a subida rumo a felicidade…

Círculo de Tolerância

Um famoso senhor com poder de decisão, gritou com seu diretor,
 
porque estava com ódio naquele momento.
 
Seu diretor, chegando em casa, gritou com sua esposa,
 
porque estava gastando demais.
 
A esposa por sua vez, gritou com a empregada que quebrou um prato.
 
A empregada chutou o cachorrinho no qual ela tropeçara.
 
O cachorrinho saiu correndo, e mordeu uma senhora que ia passando pela rua,
 
porque estava atrapalhando sua saída pelo portão.
 
Essa senhora foi à farmácia para tomar vacina e fazer um curativo, e gritou com o farmacêutico,
 
porque a vacina doeu ao aplicar.
 
O farmacêutico, chegando em casa gritou com a mãe,
 
porque o jantar não estava de seu agrado.
 
Sua mãe, idosa, passando a mão em seus cabelos e beijando-o na testa, disse:
 

-Você está muito nervoso, trabalhou muito, e a esta hora já esta cansado, amanhã você vai se sentir melhor.
 
O abençoou e foi deitar.
 
Naquele momento o CÍRCULO DO ÓDIO se rompeu,
 
porque encontrou a TOLERÂNCIA, o PERDÃO e o AMOR.
 
Se você está ou entra em um CÍRCULO DO ÓDIO,
 
lembre-se que que com tolerância, PERDÃO e AMOR pode-se quebrá-lo.
 
Desconheço Autor

Caminho a seguir

“Desde o nascimento somos movimentados, seja pelo amor seja pela dor.
Estas são as forças que nos impulsionam.
Ambos caminhos nos conduzem em direção à perfeição. A sabedoria
consiste em reconhecer os sinais de um e de outro e compreender
que na dor está a vertente da verdadeira prece que nos conduz ao
amor eterno. Escolha seu caminho e confie.
Se você não sabe perdoar sem esquecer, é sinal de que não
compreendeu ainda a verdade e o caminho a seguir.”
 
(Subhadra)

Perdão

Ela se chamava Mega e tinha uma chefe terrível. Quando Mega chegava pela manhã e falava “bom dia”, a chefe respondia com uma pergunta: “por que não chegou mais cedo?”
 
Se chegasse antes da hora, a chefe não estava lá, mas ficava sabendo e lhe perguntava se ela não sabia qual o horário do expediente, mesmo depois de trabalhar ali há tantos anos.
 
Era uma mulher má. Implicava com tudo. Até que um dia Mega se cansou e decidiu se demitir.
 
“Vou sair, mas antes vou dizer tudo o que tenho vontade”, foi o que pensou.
 
Exatamente naquele dia ela estava almoçando quando encontrou a dra. Casarjian que a convidou para assistir a um treinamento, naquela tarde.
 
“Não posso”, foi a sua resposta. “tenho expediente a cumprir.”
 
“Por que não?”
 
Mega falou sobre a chefe que vivia implicando com ela e a dra. Casarjian lembrou que pior a situação não poderia ficar.
 
Além do que, se a chefe lhe desse uma bronca por faltar ao trabalho, naquela tarde, ao menos teria motivo.
 
Mega lembrou que no dia seguinte iria se demitir, por isso resolveu ir ao encontro. Ali ouviu referências a respeito do perdão. “O perdão é bom para você”, falava a Dra. “Se você perdoar alguém que o ofendeu ele continua do mesmo jeito mas você se sentirá bem.”
 
“Se você perdoar o mentiroso, ele continuará mentiroso mas você não se sentirá mal por causa das mentiras dele.” Ao final do treinamento, Mega concluiu que a sua chefe estava muito doente e tirou-a da cabeça.
 
No dia seguinte, tomou uma resolução: “não vou deixar que ela me atormente mais. E nem vou abandonar o trabalho que eu gosto.”
 
Mega chegou e cumprimentou: “olá.”
 
A chefe foi logo lhe perguntando o que tinha acontecido. Ela estava diferente. Mega falou que havia participado de um treinamento e que estava bem consigo mesma e até convidou a chefe para tomar chá, ao final da tarde.
 
A reação veio logo: “você está me convidando só para eu não reclamar de você?”
 
“Pode reclamar, até mandar descontar as minhas horas. Mas eu insisto no chá.”
 
E foram. Durante o chá, a chefe falou da sua surpresa em ter sido convidada para aquele chá. Ela sabia que era intratável. Também falou da sua emoção. Nunca ninguém a convidara para um lanche, um café.
 
Acabou por falar das suas dores. O marido lhe batia, o filho vivia no mundo das drogas. Por isso ela odiava as pessoas. Era infeliz e agredia.
 
Semanas depois, era a própria chefe que comparecia ao novo treinamento da Dra. Casarjian a respeito do perdão.
 
………………………….
 
Perdoar é libertar-se. Aquele que agride é sempre alguém a um passo do desequilíbrio.
 
Aquele que persegue nem pode imaginar o quanto se encontra enfermo.
 
Sem dúvida, a felicidade pertence sempre àquele que pode oferecer, que a possui para dar.
 
Nosso maior exemplo é Jesus. Poderia ter reagido às agressões, mas preferiu perdoar e amar, por saber que aqueles que o afligiam eram pessoas atormentados em si mesmos. Por essa razão, dignos de perdão.
 
E se você tiver ainda muita dificuldade para perdoar, pense que tudo passa. Passam as coisas ruins, passam as pessoas que as provocam. Só o bem permanece para sempre.

Se alguém for injusto com você…

PERDÃO


Criado em 19 JUL 08

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