Archive for the 'Expectativas' Category

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Autonomia

“Eu faço as minhas vontades e você faz as suas. Eu não estou neste mundo para viver de acordo com suas expectativas e você não está neste mundo para viver de acordo com as minhas. Eu sou eu e você é você. Se um dia nos encontrarmos, vai ser lindo! Se não, nada há de se fazer.”

Frederick Perls

Fomos treinados para ter medo de pensar bem sobre nós ou sobre a capacidade de gerenciar nossos caminhos. Fomos treinados para atender as expectativas. Fazendo isso medimos nosso valor pessoal pela avaliação que os outros fazem de nós. Por medo de rejeição, em muitas situações, agimos contra os sentimentos apenas para agradar e sentir-se incluído, aceito. Quem se define pelo outro, necessariamente tombara em conflitos e decepções, mágoas e agastamentos.

Autonomia é a maior defesa da alma porque estabelece limites, produz a serenidade, dilata a autoconfiança e coloca-nos em contato com Deus.

Em algumas ocasiões, a conquista da autogerencia requer solidão e recomeço. Às vezes precisamos de muita coragem para abandonar estruturas que construímos durante a vida e seguir os sinais que nos indicam novos caminhos. Nessa fase o medo aparece. Esse medo surge porque gostaríamos de contar apenas com o êxito em nossas escolhas. Adoramos respostas e soluções imediatas, prontas pra usarmos. Nessa hora teremos que escutar nossos sentimentos e seguir. Ouvi-los não quer dizer escolher o certo, mas optar pelo caminho particular em busca da experiência sentida e conquistada dentro da sua realidade.

Libertar-se do ego é um parto psicológico. A sensação de insegurança é iminente. Mas o resultado libertador. Essa liberdade psíquica e emocional da alma é uma conquista pessoal.

O individuo autônomo tem 4 principais características:

1-      Auto-estima: É o aprendizado do valor pessoal. Quem se ama sabe sua real importância.

2-      Resistência Emocional: É a capacidade de suportar os próprios sentimentos, que muitas vezes levam-nos a crises e opressões. Atravessar dores amadurece.

3-      Saber o que se quer: Somente fazendo escolhas, descobrimos nossas aspirações. Algumas dessas escolhas incluem a corajosa decisão de romper com velhas “muletas mentais”.

4-      Escutar os sentimentos: Nos sentimentos está o mapa de nosso plano divino. Aprender a ouvi-los sem os ruídos da ilusão será a nossa sintonia com o “Deus Interno”.

A ausência da autonomia pode nos levar à condição de mendigos de amor ou vitimas do destino. Considerando-a como gestora da almejada condição de “sentir-se bem” perante a existência, na sua falta o ser humano debate-se em flagelos morais lamentáveis que o escravizam a condutas autodestrutivas, tais como conflitos crônicos, mágoas permanentes, baixo tolerância a frustrações, projeções psicológicas nos outros, vergonha de si.

Imperisoso saber quem somos, pois do contrario, seremos quem querem que sejamos.

Jesus, nosso divino Tutor asseverou: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?”

A colocação de Jesus é rica de clareza acerca da autonomia como sendo nossa maior defesa na rota de ascensão.

Ermance Dufaux

Sawabona Shikoba :: Flávio Gikovate

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.

Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo…

Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer “EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM”.
Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é “ENTÃO EU EXISTO PRA VOCÊ”.

Agradável ou Falso

AGRADÁVEL OU FALSO?

Pode apostar em uma coisa, quando você deixa de fazer algo ou alguma coisa por você, só para agradar uma outra pessoa, você vai ser infeliz e de quebra ainda vai reclamar de ingratidão em breve. Fazer aquele papel de bonzinho, querer agradar todo mundo 24 horas por dia é uma maneira bem rápida de criar malucos e infelizes.
O conceito de bondade que anda pela Terra, ainda é aquele de “serviçal”, ou seja; confunde-se amizade com escravidão e amor com servidão. Tem até gente que vive ainda pedindo “prova de amor”, “prova de amizade”, como se isso pudesse ser provado com apenas um ato ou ação.
O bom conceito de bondade é o que envolve a justiça, por isso Jesus reclamou quando um homem se aproximou e chamou-o de “bom homem”. Jesus replicou na hora e disse:
“Bom? Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus”.(MT 19-17).
Jesus era justo, e pregava o amor ao próximo e fazia a justiça. Assim também deve ser a nossa vida, pregar e viver a justiça, por que não existe um só homem neste planeta que é capaz de agradar a todos ao mesmo tempo. Insista em querer ser bonzinho e agradável e você vai se anular, vai deixar de viver para servir aos outros.
O pior de tudo é quando você resolve acabar com a “folga” daquela pessoa que você acostumou muito mal, sempre cedendo aos caprichos e desejos mais insensatos. Quando você falar o primeiro “não” com vontade, vai sentir a revolta, a mágoa, e vai receber na cara toda a ingratidão de quem só se aproveitou da situação.
Triste, mas é verdade.
Valorize-se e seja justo.
Se for preciso fazer algo para judar uma pessoa e você pode fazer sem atrapalhar a sua vida, faça. Se para ajudar uma pessoa você tiver que deixar os seus esperando ou tirar da sua família para ceder para outros, esqueça, a verdadeira caridade começa na nossa casa, e a sua primeira casa é o seu corpo.
Pense nisso!
(Paulo Roberto Gaefke)

Veja tambem em PPS (está em PPS KARIN)

O monge e o escorpião

 

Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.

Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

– Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
– Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.

Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro.

 (Autoria desconhecida)

O amor que tenho é o que dou

Somente se dá aquilo que se possui.
Como, pois, exigir amor de alguém que ainda não sabe amar?
Como requisitar respeito e consideração de criaturas que não atingiram o ponto delicado do sentimento que é o amor?
 
Quem dá afeto recolhe a felicidade de ver multiplicado aquilo que deu, mas somente damos de conformidade com aquilo de que podemos dispor no ato da doação.
 
Uma das características mais tristes dos que dizem saber amar é a atitude submissa dos que nunca dizem “não”, convencidos de que, sendo sempre passivos em tudo, receberão carinho e estima. Esse tipo de comportamento leva as pessoas a concordar sempre com qualquer coisa e em qualquer momento, trazendo-lhes desconsideração e uma vida insatisfatória.
 
Requisitar dos outros o que eles ainda nao podema dar é desrespeitar suas limitações emocionais, mentais e espirituais.
Forçar pais, filhos, amigos e cônjuges a preencher o teu vazio interior com amor que não dás a ti mesmo, por esqueceres teus próprios recursos e possibilidades, é insensato de tua parte.
 
É dando que se recebe, portanto, cabe a ti mesmo administrar tudas carências afetivas e fazer por ti o que gostarias que os outros fizessem.
Não peças amor e afeto. Antes de tudo, dá a ti mesmo e em seguida aos outros, sem mesmo cobrar taxas de gratidão e reconhecimento.
 
Importante é que sigas os passos de Jesus na doação do amor abundante, sem jamais exigi-lo de ninguém e sem jamais esquecer que és responsável pelos teus sentimentos.
 
Trecho retirado do livro “Renovando Atitudes” de Hammed

Não espere por nada

 “O ditado diz:   
 
Espere pelo melhor
Prepare-se para o pior
 
Pois eu digo:
 
Não espere por Nada
Pois não há nada que lhe falte
Aceite o que vier
Com um Coração cheio de Paz
E Seja Feliz!”
 
Swami Nirav Kanan

Doar-se

O sol não discrimina sobre quem brilhar,
ele apenas brilha.
 
A árvore não escolhe a quem dar sombra,
ela apenas dá sombra.
 
Do mesmo modo,
não deveríamos desistir de nossas próprias qualidades
devido a alguém que veio na nossa frente.
 
Um bom rio é aquele que flui constantemente
até fundir-se no oceano.
 
Se o rio pára de fluir
ele começa a acumular lixo
e então outros começarão a jogar lixo nele também…
 
Não importa como seja o outro,
eu tenho que dar felicidade.

(AD)

Decepção

Expectativas

“Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma
pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste  mundo para satisfazer nossas expectativas, assim como não estamos aqui  para satisfazer as delas. Temos que nos bastar. Nos bastar sempre e, quando procurarmos estar com alguém, fazer isso cientes de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém. As pessoas não se precisam. Elas se completam não por serem metades, mas por serem pessoas inteiras, dispostas a dividir  objetivos comuns, alegrias e vida. ”

(Desconheço autoria)


Criado em 19 JUL 08

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