Archive for the 'Autoconhecimento' Category

Quando você sentir medo…

Eu tinha quarenta e poucos anos. Ela era minha amiga e eu estava fazendo o que achava necessário para preservar nossa amizade. Mas eu me sentia como se tivesse cinco anos, com medo de que, se não fizesse o que ela desejava, ela deixaria de gostar de mim. Ela não fazia por mal, pois tambem estava dominada por seus medos infantis. É na infância que aprendemos sobre o medo. Como lidar com ele, como camuflá-lo, como funcionar debaixo da pressão que ele exerce, como fugir dele. Como diria minha amiga Rene Kiser, “dentro da minha cabeça eu estava sozinha, sem a companhia de um adulto”, tentando salvar aquilo que eu achava ser essencial para minha sobrevivência. Ao tentar manter a amizade, criei o mais completo caos nas minhas finanças e nos meus relacionamentos familiares e amorosos. Ao final, a amizade mudou drasticamente e essa pessoa saiu da minha vida.
São poucos os que realmente tentam compreender o numero de mascaras e disfarces usados pelo medo. Aprendi, da maneira mais difícil, que o que eu chamava de “ser uma boa amiga” era puro medo. Medo de perder o controle. Também aprendi que o que eu chamava de prudência, ao protelar as decisões, era medo – medo do fracasso e do sucesso misturados numa só coisa. Depois de várias experiências, descobri que quando eu exclamava indignada, “Olha só o que fizeram comigo!”, na verdade estava sentindo medo. Medo de não ser capaz. Medo que descobrissem a verdade a meu respeito. O medo tem tantos disfarces inteligentes, que é quase impossível reconhece-lo a todo instante. O que podemos fazer, no entanto, é abraça-lo. Torná-lo um aliado, em vez de um inimigo.
Quando nos pedem que façamos algo que não nos achamos dignos ou capazes de fazer, não é o medo a primeira emoção que sentimos? Medo do abandono. Medo do ridículo, da desvalorização, da humilhação. Medo de que alguém deixe de nos amar. Como não queremos nos sentir assim, negamos o que sentimos. “Não estou com medo, só não quero me casar com você” “Não estou com medo, estou sem um tostão furado!” “Não estou com medo, estou excessivamente ocupado”. Não nos damos conta de que a única forma de lidar com o  medo é amando-o.
Da próxima vez que seu estomago der cambalhotas de tanto medo, não negue, fingindo que esta tudo bem. Sussurre bem baixinho: “Conheço você, medo, e sei exatamente o que quer. Mas hoje não estou com vontade de lidar com você”. No instante em que se der conta de que esta sob o poder do medo, não tente escapar. Relaxe. A verdade nos liberta.
Iyanla Vanzant

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Tese de Guerdjef

Tese de um pensador russo chamado Guerdjef, que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver.

Dizia ele: “Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós
em cada momento e daquilo que, realmente vale como principal”.

Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque
no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.

Dizem os “experts” em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas,
com certeza aprendeu a viver com qualidade interna. Ei-las:

1. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.
Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer
agradar a todos é um desgaste enorme.

3. Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso,
consciente de que nem tudo depende de você.

4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam
os seus quadros mentais, você se exaure.

5. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho,
casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a
sua atuação, a não ser você mesmo.

6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte
dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

7. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas
certas.

8. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque
são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas
mais importantes.

9. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar
banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

10. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e
tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

11. Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a
sua própria identidade.

12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso,
a trave do movimento e da busca.

13. É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente
ao menos num raio de cem quilômetros.  Não adianta estar mais longe.

14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a
roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

15. Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse
lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer
convencimento.

16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo … para quem quer
ficar esgotado e perder o melhor.

17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito
diferente.

18. Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O
prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de
divertir-se.

19. Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência
e a fé!

20. E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente:

VOCÊ É O QUE SE FIZER SER!

TALES DE MILETO

Um sofista se aproximou de Tales de Mileto, um dos Sete Sábios da Grécia Antiga, e intentou confundi-lo com as perguntas mais difíceis. Porém o Sábio de Mileto esteve à altura da prova porque respondeu a todas as perguntas sem a menor vacilação e assim mesmo com a maior exatidão.

1 – Qual é a coisa mais antiga?

— Deus, porque sempre tem existido.

2 – Qual é a coisa mais formosa?

— O Universo, porque é obra de Deus. 

3 – Qual é a maior de todas as coisas?

— O Espaço, porque contém todo o Criador. 

4 – Qual é a coisa mais constante?

— A esperança, porque permanece no homem depois que haja perdido todo o mais. 

5 – Qual é a melhor de todas as coisas?

— A Virtude, porque sem ela não existe nada de bom.

6 – Qual é a mais rápida de todas as coisas?

— O Pensamento, porque em menos de um minuto pode voar até o final do Universo. 

7 – Qual é a mais forte de todas as coisas?

— A Necessidade, porque faz com que o homem enfrente todos os perigos da vida. 

8 – Qual é a mais fácil de todas as coisas?

— Dar conselhos. 
Porém, quando chegou à nona pergunta, nosso Sábio disse um paradoxo. Deu uma resposta que, estou seguro, não foi jamais entendida pelo mundano interlocutor, e que, para a maioria das pessoas terá um sentido superficial. A pergunta foi esta:

9 – Qual é a mais difícil de todas as coisas?

E o Sábio de Mileto replicou:

— Conhecer a si mesmo.

Quem és?

QUEM ÉS?

 Uma mulher estava agonizando. Logo teve a sensação que era levada ao céu e se apresentava ante o Tribunal.

 – Quem és? – disse uma voz.

 – Sou a mulher de Antonio – respondeu ela.

 – Te perguntei quem és, não com quem estás casada.

 – Sou mãe de quatro filhos.

 – Te perguntei quem és, não quantos filhos tens.

 – Sou uma professora de escola.

 – Te perguntei quem és, não qual tua profissão.

 E assim sucessivamente. Respondesse o que respondesse, não parecia poder dar uma resposta satisfatória à pergunta: “Quem és?”

– Sou uma cristã.

 – Te perguntei quem és, não qual tua religião.

 – Sou uma pessoa que ia todos os dias à igreja e ajudava aos pobres e necessitados.

 – Te perguntei quem és, não o que fazias.

 Evidentemente, não conseguiu passar no exame e foi enviada de novo à terra.

Quando se recuperou de sua enfermidade, tomou a determinação de averiguar quem era e partiu para o auto-conhecimento. 

E tudo foi diferente.

Tua obrigação é SER. Não ser um personagem, nem ser um dono de nada, porque ai há muito de cobiça e ambição, nem saber muito disto ou daquilo, porque isso condiciona muito – simplesmente SER.

 Autor: Anthony de Melo

 Quem és? Você saberia responder a esta pergunta??

Transformação

O vaso chinês

Educação para o Auto Amor

Responsabilidade:
Somos os unicos responsáveis pelos nossos sentimentos.
Assumir essa responsabilidades é sair do papel de vítimas e tomarmos as rédeas de nossas vidas.
 
Consciência:
O sentimento expressa os recados da consciência.
Nossos sentimentos são a porta que se abre para nosso mundo glorioso, oculto dentro de nós.
 
Ética para conosco:
Somos tratados como nos tratamos. Como sermos merecedores de amor do outro,
se nao recebemos nem o nosso próprio?
 
Juízo de valor
Não existem sentimentos certos ou errados.
 
Domínio de si:
Educar sentimentos é tomar posse de nós próprios.
 
Aceitação:
Aceitar nossas imperfeições é ter uma relação pacífica conosco mesmos.
Culpar-se não ajuda.
 
Renovação do sistema de crenças:
Superar os preconceitos, julgamentos e crenças desenvolvidas com
base na opinião alheia desde a infância.
 
Assertividade:
Escutar o que o coração nos pede e agir de acordo com esse pedido.
 
Indenficação das intenções:
Aprender a reconhecer o que queremos.
Quase sempre somos treinados a saber o que não quereremos.

Ermance Dufaux

Escutando a alma

O sentimento, é a nossa maior conquista evolutiva.
Aprendendo a escutá-lo, estaremos entendendo melhor a nossa alma.
Não existe um só sentimento que não tenha importância no processo do crescimento pessoal.
Quando digo a mim mesmo “não posso sentir isso”, simplesmente estou desprezando a
oportunidade de auto-investigação, de saber qual é ou quais são
 as mensagens profundas da minha vida mental.
 
Escutar os sentimentos é cuidar de si, amar a si mesmo.
É uma mudança de atitude consigo.
O ato de existir ocorre no sentimento.
Quem pensa corretamente sobrevive; quem sente nobremente existe.
O pensamento é a janela para a realidade; o Sentimento é o ponto de encontro com a verdade.
 
É pela nossa forma de sentir a vida que nos tornamos singulares,
únicos e celebramos a individualidade.
Quando entramos em sintonia com nossa exclusividade e manifestamos o
que somos, a felicidade acontece em nossas vidas.

Ermance Dufaux

Se eu pudesse deixar algum presente a você…

…Deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão; o trabalho.
Além do trabalho; a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
“O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída”.

Mahatma Gandhi

Apego

Buda disse:

“A pessoa sábia, que corre quando é hora de correr e que diminui o ritmo quando é hora de diminuir é profundamente feliz, porque tem suas prioridades bem estabelecidas.”

 Somente quando estamos em contato com nosso momento atual é que vemos as coisas com lucidez. “Ter presença”, é ser espectador do próprio estado intimo naquilo que sente ou realiza. É possuir ao mesmo tempo uma visão clara tanto do mundo interior como do exterior.

Só quando estamos em contato com nós mesmos é que adquirimos perfeita visão de como diminuir ou aumentar o ritmo das coisas em nossa vida.

Viver prazerosamente fundamenta-se em ver com clareza íntima como estão agindo em nós o DESEJO e o APEGO.

No desejo, corremos ansiosamente a fim de conquistar a qualquer preço o que não temos. No apego, paralisamos o passado, agarrando-nos a tudo aquilo que já possuímos.

O desejo e o apego, privados da consciência reflexiva, estreitam nossa visão de felicidade, descartando novas possibilidades de uma vida pacífica e alegre.

Enquanto vivermos de forma mecânica, irrefletida e sem a intervenção consciente da lucidez e do discernimento, nos privaremos de possuir uma mente tranqüila e um coração pacificado.

 

Trecho retitado do livro “Prazeres da Alma”

Conhece-te a ti mesmo

Um guerreiro samurai,
conta uma velha história japonesa,
certa vez desafiou um mestre
Zen a explicar o conceito de céu e inferno.

Mas o monge respondeu-lhe com desprezo:
– Não passas de um rústico…não vou
desperdiçar meu tempo
com gente da tua laia!
 
Atacado na própria honra,
o samurai teve um acesso de fúria e,
sacando a espada da bainha, berrou:

– Eu poderia te matar por tua impertinência.

– Isso – respondeu calmamente o monge
 – é o inferno.
 
Espantado por reconhecer como verdadeiro
o que o mestre dizia acerca da cólera
que o dominara, o samurai acalmou-se,
embainhou a espada e fez uma mesura, agradecendo ao monge a revelação.

– E isso – disse o monge
– é o céu.
 
 
A súbita consciência do samurai sobre
seu estado de agitação ilustra a crucial
diferença entre alguém se ver preso de
um sentimento e tomar consciência
de que está sendo arrebatado por ele.
A recomendação de Sócrates
 – Conhece-te a ti mesmo –
é a pedra de toque da inteligência emocional:
 a consciência de nossos sentimentos
no momento exato em que eles ocorrem.
 
Daniel Goleman
(De Pia Steiner)

Verdade

Aquele que busca a verdade, o crescimento,
não pode dar ouvidos às desilusões.
As dificuldades nos alimentam, nos fortalecem,
para que possamos lutar a favor de nós mesmos.

Os momentos de dificuldades são necessários para
questionarmos o nosso propósito de vida,
o que realmente importa para fortalecer o nosso ser
e encontrarmos a realização.

Fugir dos obstáculos, reclamar, entristecer-se
com as decepções que a vida nos impõe é perder
a oportunidade de aprimorar nossas atitudes,
exercitar a conexão com a paz interior, colher da vida
seus ensinamentos para que tempestades futuras
 não possam abalar a nossa alegria.
Sinta-se presenteado pela oportunidade de lutar,
pois apenas a sua determinação poderá
trazer o seu verdadeiro crescimento.
 
(Desconheço a autoria)


Criado em 19 JUL 08

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