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Eu não merecia…

Assumir total responsabilidade por todas as coisas que acontecem em nossa vida, incluindo sentimentos e emoçoes, é um passo decisivo em direção a nossa maturidade e crescimento interior.
 
A tendência em acusar a vida, as pessoas, a sociedade, o mundo enfim, é tão antiga quanto o gênero humano; e muitos de nós crescemos aprendendo a raciocinar assim, censurando todos e tudo, nunca examinando o nosso próprio comportamento, que na verdade decide a vida em nós e fora de nós.
 
As pessoas que acreditam ser vítimas da fatalidade continuam a apontar o mundo exterior como culpado dos seus infortúnios. São influenciados pelas velhas crenças e se dizem prejudicados pela força dos hábitos, pelas cargas genéticas e pela forma como foram criadas afirmando que não conseguem ser e fazer o que querem.
A vitima sente-se impotente e indefesa em face de um destino cruel. Sem força, nem capacidade de mudar, repetidas vezes afirma: “Eu não merecia isto”, ” A vida é injusta comigo”, nunca lhe ocorrendo porém, que seu jeito de ser é que materializa pessoas e situações a sua volta.
 
Ninguém pode fazer-nos agir ou sentir de determinada maneira sem a nossa permissão. Outras pessoas poderão estimular-nos a ter certas reações, mas somente nós mesmos determinaremos quais serão e como serão essas reações. Portanto, precisamos assumir o comando de nossa vida e sair do posicionamento infantil de criaturas mimadas e frágeis, que reclama e se colocam como “vítima do destino”.
 
Admitir a real responsabilidade por nossos atos e atitudes é aceitar nossa realidade de vida – as metas que alteram a sina de nossa existência.
Em vez de atribuimos aos outros e ao mundo nossas derrotas e fracassos, lembremo-nos de que “as vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e, uma vez que Deus é justo, essa causa deve ser justa”.
 
(Trecho retirado do livro, Renovando atitudes, de Hammed)

Autocompaixão

Autocompaixão

Refletir sobre nossas dificuldades pessoais nos auxiliam em nossa
 ascensão espiritual bem como nos ajudam a avaliar atitudes afim de evitá-las  no futuro ou a corrigi-las o quanto antes.
 
Quando, porém, o individuo elege a posição de vítima da vida, assumindo a condição de autopiedade, encontra-se a um passo de perturbações emocionais. A mente pode tornar-se um cárcere sombrio ou ter asas de liberdade conforme a influência de nossos pensamentos e emoções.
 
O cultivo da autocompaixão, mediante reclamações em torno de acontecimentos da vida, demonstrando insatisfação pode converter-se
em uma alegria ilusória, realizando um mecanismo de valorização pessoal,
cujo desvio comportamental plenifica o ego.
 
Todo aquele que se faculta da autocompaixão neurótica é portador de insegurança, de complexo de inferioridade, que disfarça, recorrendo, inconscientemente, às transferências de piedade por si mesmo,
sem qualquer respeito pelas demais pessoas.
 
Desenvolve os sentimentos de indiferença pelos problemas dos outros, fechando se no seu circulo vicioso e masoquista.
No seu atormentado ponto de vista, somente a sua situação é dolorosa,
digna de apoio e solidariedade. E quando as expressões de Socorro
 lhe são dirigidas, recusa-as a fim de permanecer na postura
de infelicidade que o torna feliz.

Aquele que se entrega a autocompaixão, nunca se satisfaz com o que tem,
com o que é, com os valores de que dispõe.
Não raro, encontra-se bem mais privilegiado do que a maioria
das pessoas no seu grupo social; no entanto,
reclama e convence-se da desdita que imagina,
encarcerando-se no sofrimento e exteriorizando mal-estar a volta
com que contamina as pessoas que o cercam.

Os grandes vitoriosos do mundo lutaram com tenacidade para romper
os problemas, as enfermidades, os desafios.
Não nasceram fortes; tornaram-se vigorosos no fragor
das batalhas travadas. Não se detiveram na lamentação,
porque investiram na ação o tempo disponível.

Bethoven continuou compondo, e com mais beleza, após a sua surdez.
Chopin, tuberculoso, deu seguimento às músicas ricas de ternura,
entre crises de hemoptises. Mozart, na miséria, traduziu para os ouvidos humanos as belas melodias que lhe vibravam na alma…

Epícteto, escravo e doente, filosofava estóico.
Deostenes, gago, recorreu a seixos na praia, colocando os sobre a língua,
para corrigir a dicção. Steinmetz aleijado, contribuiu para o
 engrandecimento da química….

Franklin Rooseelt, vitimado pela poliomielite tornou-se Presidente
dos EUA e colaborou grandemente para a paz mundial durante a 2º Guerra. Hellen Keller, cega, surda e muda, comoveu o mundo com a sua coragem, cultura e amor a Deus, ao próximo, à vida e a si própria.

A galeria é expressiva e iluminada.

Quando se mantem a autocompaixao, extermina-se o amor,
não se amando, nem tampouco a ninguém. Quem de si se compadece,
recusa-se crescer e não luta, estagiando na amargura
com a qual se compraz.

Não sejamos vitimas de nós mesmos nos entregando a autocompaixão.  Devemos aprofundar meditações em torno de nossas aflições e
problemas a fim superá-las, rechaçando a autocompaixão
sem consideração para que a saúde mental, harmonia interior
e a vitória seja uma constante em nossas vidas.
Joanna de Angelis


Criado em 19 JUL 08

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