Autocompaixão

Autocompaixão

Refletir sobre nossas dificuldades pessoais nos auxiliam em nossa
 ascensão espiritual bem como nos ajudam a avaliar atitudes afim de evitá-las  no futuro ou a corrigi-las o quanto antes.
 
Quando, porém, o individuo elege a posição de vítima da vida, assumindo a condição de autopiedade, encontra-se a um passo de perturbações emocionais. A mente pode tornar-se um cárcere sombrio ou ter asas de liberdade conforme a influência de nossos pensamentos e emoções.
 
O cultivo da autocompaixão, mediante reclamações em torno de acontecimentos da vida, demonstrando insatisfação pode converter-se
em uma alegria ilusória, realizando um mecanismo de valorização pessoal,
cujo desvio comportamental plenifica o ego.
 
Todo aquele que se faculta da autocompaixão neurótica é portador de insegurança, de complexo de inferioridade, que disfarça, recorrendo, inconscientemente, às transferências de piedade por si mesmo,
sem qualquer respeito pelas demais pessoas.
 
Desenvolve os sentimentos de indiferença pelos problemas dos outros, fechando se no seu circulo vicioso e masoquista.
No seu atormentado ponto de vista, somente a sua situação é dolorosa,
digna de apoio e solidariedade. E quando as expressões de Socorro
 lhe são dirigidas, recusa-as a fim de permanecer na postura
de infelicidade que o torna feliz.

Aquele que se entrega a autocompaixão, nunca se satisfaz com o que tem,
com o que é, com os valores de que dispõe.
Não raro, encontra-se bem mais privilegiado do que a maioria
das pessoas no seu grupo social; no entanto,
reclama e convence-se da desdita que imagina,
encarcerando-se no sofrimento e exteriorizando mal-estar a volta
com que contamina as pessoas que o cercam.

Os grandes vitoriosos do mundo lutaram com tenacidade para romper
os problemas, as enfermidades, os desafios.
Não nasceram fortes; tornaram-se vigorosos no fragor
das batalhas travadas. Não se detiveram na lamentação,
porque investiram na ação o tempo disponível.

Bethoven continuou compondo, e com mais beleza, após a sua surdez.
Chopin, tuberculoso, deu seguimento às músicas ricas de ternura,
entre crises de hemoptises. Mozart, na miséria, traduziu para os ouvidos humanos as belas melodias que lhe vibravam na alma…

Epícteto, escravo e doente, filosofava estóico.
Deostenes, gago, recorreu a seixos na praia, colocando os sobre a língua,
para corrigir a dicção. Steinmetz aleijado, contribuiu para o
 engrandecimento da química….

Franklin Rooseelt, vitimado pela poliomielite tornou-se Presidente
dos EUA e colaborou grandemente para a paz mundial durante a 2º Guerra. Hellen Keller, cega, surda e muda, comoveu o mundo com a sua coragem, cultura e amor a Deus, ao próximo, à vida e a si própria.

A galeria é expressiva e iluminada.

Quando se mantem a autocompaixao, extermina-se o amor,
não se amando, nem tampouco a ninguém. Quem de si se compadece,
recusa-se crescer e não luta, estagiando na amargura
com a qual se compraz.

Não sejamos vitimas de nós mesmos nos entregando a autocompaixão.  Devemos aprofundar meditações em torno de nossas aflições e
problemas a fim superá-las, rechaçando a autocompaixão
sem consideração para que a saúde mental, harmonia interior
e a vitória seja uma constante em nossas vidas.
Joanna de Angelis

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3 Responses to “Autocompaixão”


  1. 1 Xaverloo março 24, 2010 às 9:11 am

    Olá!

    Li seu texto sobre auto-compaixão e foi gratificante e edificante. Tenho lido bastante sobre o assunto desde a primeira vez que ouvi falar, mas o que todos os que tratam do assunto deixam de informar é, como alguém que sofre dessa auto-compaixão neurótica pode se tratar e ou ser tratado dela?

    Não esconderei que anseio ouvir de ti uma resposta esperançosa, mas agradeço de qualquer forma.

    Atensiosamente

    Xaverloo Notlien

  2. 2 karinizumi março 24, 2010 às 10:16 am

    Olá Xaverloo

    Como tratar a autocompaixão?

    O primeiro passo é entender que o mundo é um reflexo do que somos e sentimos. Atraimos para nossas vidas aquilo que precisamos ver em nós. O outro é um reflexo que potencializa nossos sentimentos, para que a gente os enxergue e consigamos mudar. Quando um sentimento de insegurança vem a tona, causado por alguma situação externa, o fato é: Não é a situação externa que está errada. A verdade é que existe uma peça dentro de nós faltando, por isso sentimos a insegurança. Cada pessoa reage de uma forma diferente em uma situação igual, por que? Por que cada um enxerga essa mesma situação conforme sua própria percepção.

    O segundo passo é entender que está tudo certo. Se não cai uma folha de uma árvore sem que Deus permita, tudo o que acontece em nossas vidas está certo. Todo sofrimento, toda dificuldade, quer nos ensinar algo. Isso está refletindo nossa imperfeição, as nossas percepções, a peça que estava faltando está em evidência. As vezes, não temos condições de entender o que aquilo quer nos ensinar, e por isso retiramos a responsabilidade de nossas costas e jogamos nas costas dos outros, nos sentindo então, vítimas das atitudes alheias.

    O terceiro passo é entender que Deus é justo, suas leis são perfeitas e nos ama incondicionalmente. As leis da natureza são perfeitas. Não tem como você semear insegurança e colher segurança. Não tem como você semear desamor a si, e colher amor próprio ou amor de outrem. Isso é um fato, é a lei da atração, a lei da ação e reação. Se as leis de Deus são justas como ele, é ilógico semear tristeza e colher felicidade. Deus nos ama incondicionalmente, foi Ele quem nos criou imperfeitos. Ele nos conhece melhor do que ninguém. Melhor do que a nós mesmos. Ele não nos culpa, mas deixa que experimentemos o remédio amargo dos acontecimentos para que encontremos a cura. Ele nunca nos abandona mesmo que nos sintamos abandonados. Nós é que abandonamos a Ele por não nos sentirmos dignos de seu amor.

    O quarto e ultimo passo é entender que somente dando amor a si, é que receberemos amor do outro. A prioridade aqui é nos amar. Jesus nos disse: Amai ao próximo e acrescentou, como a ti mesmo. Nos amamos? Nos tratamos com carinho? Respeitamos nossas imperfeições? Quais são nossas atitudes e pensamentos sobre nós mesmos? Amar é um verbo, uma atitude ativa. Amar a nós mesmos é nos permitir errar, nos permitir sentir o que sentimos, sem julgamentos ou inconformações. É aceitação plena de nós mesmos. Como nos amar? Nos dando amor. Respeitando as nossas vontades. Isso inclui dizer não algumas vezes. Isso inclui respeitarmos nossos limites e nossos momentos. Só nos amando e nos respeitando, conseguiremos amar e respeitar o nosso próximo. É a lei da natureza: Ação e reação.

    Grande abraço e fique com Deus.

    Beijos, Karin


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