Existem pessoas rochas e pessoas água.
As pessoas rochas sao duras, inflexíveis. Quando se atiram, machucam e quando algo as atinge, elas se ferem e se quebram
As pessoas água sao maleáveis, onde há falta de vida florescem tudo. Quando são atingidas, contornam os obstaculos e não se ferem, não se machucam. Se moldam as mudancas.
As vezes, as pancadas da vida nos tornam pedras… E vamos nos quebrando, nos machucando, mas até quando!
Há momentos em nossa vida que ela nos coloca em situacoes dificeis de serem solicionadas, onde nossos medos são tao grandes que acreditamos ter que nos tornar escudos de mármore para nos defender e esquecemos que não precisamos nos defender se percebermos nas ameacas grandes oportunidades para nos tornarmos água . Eu sei que dá medo porque para se tornar água voce precisa quebrar o escudo que você contruiu, mas o risco vale a pena.


O seu artigo me fez refletir bastante. Será que existem pessoas pedra e pessoas àgua perante o sofrimento? Dois pontos que eu questionaria seriam os níveis de sofrimento e de maleabilidade atribuidas `as pessoas `agua e pessoas pedra. Eu acho que o ser humano, em geral, é capaz de sofrer do mesmo jeito, de se sentir machucado com a mesma intensidade e de reagir com a mesma maleabilidade. A única diferença está na relação entre “o ser e o tempo”. E isso está inbutido no seu texto quando você questiona “até quando?” Eu não sei se eu sou uma pessoa pedra ou uma pessoa àgua, eu só sei que jà sofri e sofro muito, que jà fui machucada profundamente ao ponto de que as bases da minha vida já estão todas atingidas e danificadas. Entretanto, o tempo tem me ajudado a ver as coisas com mais clareza (maleabilidade? pedra quebrada em pedaços?). Estou aprendendo que nós somos machucados pela vida, pelo destino, pelas situações, pelos desencontros, pelas nossas próprias ações e palavras, pelos nossos sonhos não realizados, mas não por outrem. O tempo está me ajudando a ver com clareza o que eu não via antes. O tempo está me ajudando a lidar com o meu próprio sofrimento e a entender que eu posso escolher uma opção entre duas opções: (1) desistir de viver ou (2) reconstruir minha vida. Se eu desistiisse de viver eu seria covarde, e isto não determinaria que eu seria uma pessoa pedra quebrada sem esperança de reconstrução ou uma pessoa àgua. Por outro lado, se eu decidisse reconstruir minha vida, eu estaria falando de reconstrução, restauração e isto leva muito tempo, determinação, fé, esperança, lágrimas, sofrimento inbutido, e coragem. A segunda opção, a meu ver, é a melhor opção para ser escolhida. Acredito que tanto as pessoas pedra e as pessoas àgua, em geral, chegam a mesma maleabilidade dessa conclusão, porque ambas não são pessoas covardes, elas são pessoas que sabem sobreviver e conviver com a dor ao modo delas. A questão que eu colocaria para uma reflexão novamente é a relação entre “o ser e o tempo”. Essa sim é a grande questão: “até quando alguém aguentaria sofrer sem saber lidar com o sofrimento?” Eu não sei lhe dar uma resposta para esta pergunta. Seria muito simplório rotular seres humanos, or acusá-los, quando nós não nos conhecemos a nós próprios. Adorei o seu artigo porque me fez refletir sobre a minha própria situação e sobre as pessoas do meu universo. Obrigada.
Bom dia Karin,
Ótimo post para recomeçarmos o ano (depois da folia) em equilibrio!
Beijos
Regina
Lindo e sábio este seu post; amei!!!